Carta da União da Juventude Socialista (UJS) sobre a Paralisação dos Caminhoneiros
RESISTIR PARA DEFENDER O BRASIL
Dois anos atrás o governo Temer iniciava a passos largos os ataques à democracia, à soberania e aos direitos sociais. O governo com a mais baixa popularidade do mundo tem aplicado uma agenda de retrocessos atingindo os direitos trabalhistas, previdenciários, e o patrimônio nacional.
O programa econômico sonhado pelo capital golpista não tem conseguido reverter a grave crise em curso, pelo contrário, tem conduzido o país a um abismo, reduzido a capacidade de atuação do Estado.
Por isso observamos com preocupação a crise política decorrente da greve dos caminhoneiros, que teve adesão dos petroleiros e que vem ganhado crescente apoio popular. Os motivos do protesto são uma resposta aos sistemáticos aumentos no preço do combustível nos postos de gasolina, principalmente o diesel. E tem levado o governo a reagir mais uma vez com o uso das força, desqualificando o papel constitucional das forças armadas ao invés de recorrer a medidas efetivas para combater a crise.
Esses aumentos são fruto de uma nova política para os preços do combustível, instituída na Petrobrás em 2016, que passaram a ser ditados pela variação da cotação do petróleo no mercado internacional, o que ocorre em dólar. Ao alinhar o preço dos combustíveis aos parâmetros internacionais, o Estado perde a possibilidade de executar uma política que dialogue com a necessidade de desenvolvimento e da soberania nacional.
Essa política é estimulada pela lógica privatista e entreguista levada adiante pela gestão de Pedro Parente na presidência da Petrobras. O tucano, que também foi Ministro de Minas e Energia durante a crise energética do governo FHC, representa um dos mais poderosos grupos do conglomerado golpista: o poderoso lobby internacional composto por petroleiros internacionais e bancos. Esse setor tem interesse em colocar o pré-sal nas mãos das multinacionais e quer privatizar a Petrobras. O que está em jogo é a perda da nossa soberania nacional e a capacidade interna de impulsionar o desenvolvimento nacional e garantir o futuro de várias gerações.
Por isso se faz necessária a imediata demissão de Pedro Parente e a suspensão da irresponsável política de reajuste automático dos preços.
O movimento de desestabilização política e econômica no Brasil faz parte de um movimento mais amplo, conduzido pelo capitalismo internacional que avança na América Latina com objetivo de construir um projeto neocolonial no continente.
Diante da ofensiva imperialista, deve ser ampliada a unidade do povo brasileiro e do movimento social para seguir ampliado a resistência política nas ruas, nas escolas, nas universidades, fábricas e territórios para denunciar o golpe em curso e construir o caminho para recomposição da nossa democracia e da soberania do voto.
A União da Juventude Socialista (UJS) convoca sua militância e toda juventude brasileira a se juntarem na luta em defesa do Brasil e da democracia. No curso da mobilização do 19° Congresso da UJS defender a retomada democrática e a plena realização de eleições livres para garantir nosso futuro.
Nada pode nos parar!
#ForaTemer
#OcupaOPoder
#APetrobraséNossa
Comissão Diretora da União da Juventude Socialista
25 de maio de 2018

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